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830 euros por mês para arrendar casa em Lisboa

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As rendas de casa em Lisboa atingiram um valor médio mensal de 830 euros, depois de terem aumentado 23 por cento ao longo do ano passado, revela um estudo efetuado pela consultora imobiliária CBRE. A média é ainda maior quando se trata de imóveis novos, fixando-se nos 1070 euros por mês.

O mesmo documento revela que a zona mais cara para arrendar casa na capital é o Parque das Nações, onde as rendas andam à volta dos 1080 euros por mês. Seguem-se as Avenidas Novas, com valores que rondam os 998 euros mensais.

A culpa, segundo o estudo, é da procura turística que nos últimos anos tem beneficiado a capital portuguesa e da escassez da oferta de espaços de habitação para arrendamento, levando a um aumento no preço do metro quadrado. Uma tendência que a imobiliária prevê que se mantenha nos próximos anos.

O mesmo estudo revela que atualmente há 180 prédios em fase de construção em Lisboa – a maioria projetos de reabilitação – 100 dos quais deverão ficar concluídos até final do ano, colocando no mercado perto de mil novas frações. Dos edifícios em construção, apenas 66 – o equivalente a 1200 fogos – estão a ser comercializados.

As zonas com maior número de construções são a Baixa e o Castelo, com 40 obras em realização, seguindo-se o Chiado, Bairro Alto, São Paulo, Avenida da Liberdade e Príncipe Real. Estas mesmas zonas concentram os preços de venda mais elevados, com a média do metro quadrado nos 5.960 euros.

No Chiado, o preço médio do metro quadrado está nos 6700 euros e na Avenida da Liberdade e Príncipe Real desce ligeiramente para 6620 euros. O preço médio mais baixo pode ser encontrado no Lumiar e na Alta de Lisboa – 4100 euros.

O estudo da CBRE destaca que há cada vez menos edifícios disponíveis para recuperação no centro da capital, pelo que a curto prazo outras zonas da cidade deverão ganhar protagonismo.

“A cidade de Lisboa observou ao longo de 2016 um aumento significativo no desenvolvimento de novos edifícios residenciais. São predominantemente projetos de reabilitação, localizados no centro histórico e muito vocacionados para o turismo, na forma de arrendamento de curta duração, e para o mercado estrangeiro. No entanto, a construção começa a expandir-se para outras zonas da cidade, com um maior número de desenvolvimentos de construção de raiz e mais vocacionados para o mercado doméstico”, frisa Cristina Arouca, Diretora de Research da CBRE, citada pelo Dinheiro Vivo.

Francisco Sottomayor, Diretor de Promoção da CBRE acredita, no entanto, que com a recente alteração à lei do alojamento local, no que respeita ao aumento da tributação do negócio, “é expectável que alguns imóveis que estavam a ser alocados ao arrendamento de curta duração sejam colocados em arrendamento habitacional, minimizando a atual escassez de oferta residencial para arrendamento”.

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