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Alojamento local cresce fora dos centros históricos

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“Há crescimento fora das zonas históricas”, afirmou Ricardo Guimarães, diretor do Confidencial Imobiliário, na tarde de ontem, 14. Tanto em Lisboa, como no Porto, os imóveis registados como Alojamento Local (AL) aumentaram 3400 e 1300, respetivamente. Só em 2016, foram 13 mil novas inscrições. A atividade está a espalhar-se por todas as zonas metropolitanas, duplicando os números de 2015. O turismo foi o grande motivador dessa mudança.

 

Os dados foram apresentados em seminário promovido pela Abreu Advogados. Presente, o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, salientou que uma parte dos novos registos se trata de legalização de situações que já existiam. Ele também revelou que Lisboa e Porto representam apenas um terço do AL, ou seja, a atividade está presente em todo o país, o que para ele ajuda a combater a sazonalidade.

 

Outro tema em destaque foi a rentabilidade do negócio. Guimarães mostrou que com todos os custos à parte, os lucros não são tão positivos quanto se pensava. O grande peso vem da parte fiscal, cujas regras foram alteradas recentemente. Aliás, os reais efeitos dessa mudança só serão mesmo sentidos na entrega do próximo IRS, em 2018.

 

Os alojamentos locais que ocupam apartamentos ou moradias, terão o maior agravamento da tributação, aos que pretendem seguir na categoria B. No entanto, é possível passar para a categoria F e ter a atividade tributada como “rendas”. Susana Azevedo Duarte, especialista fiscal da Abreu, explicou que antes de decidir qual a melhor opção para si, é preciso simular os fatores, receitas e custos associados, juntamente com o agregado familiar e os outros rendimentos. “Tudo isto é relevante para se escolher. Não há, á partida, uma solução melhor do que a outra”, sublinhou.
Os proprietários de alojamento local poderão agora optar por pagar uma taxa autónoma de 28% sobre os ganhos gerados ou manter-se no regime simplificado da categoria B. O Fisco tributará 25% dos proveitos obtidos, em vez dos tradicionais 15%.

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