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Alojamento Local criou 8 mil empregos só em Lisboa em 2016

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Esta manhã, 2 de Abril, o jornal Expresso publicou uma análise sobre a criação de empregos através do crescimento do Alojamento Local (AL). De acordo com o estudo, a atividade de alojamento local movimentou cerca de €1.000 milhões e criou 8 mil postos de trabalhos só em 2016, na região da grande Lisboa. Além dos postos de trabalho direto, também foram registados mais de 13 mil indiretos.

A investigação é desenvolvida pelo ISCTE, através do departamento Marketing FutureCast Lab, para a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), e é fruto do estudo “Qualificação e Valorização do Alojamento Local”, da AHRESP. O ISCTE está a aprofundar os números para ter resultados sobre questões ainda nebulosas quanto ao alojamento local.

“Estamos a fazer um estudo adicional que pretende ser uma análise prospectiva dos custos e benefícios económicos do mercado do alojamento local. O que apurámos até ao momento são ainda dados provisórios que vão ser consolidados, mas há já uma estimativa na ordem dos €1000 milhões de volume de faturação movimentados no sector”, adianto Hélia Gonçalves Pereira, investigadora do ISCTE e responsável pela coordenação do estudo da AHRESP ao Expresso.

A amostra foi construída a partir de 660 empresários do sector que possuem 1777 imóveis na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Além disso, foram utilizados números e dados do Banco de Portugal, INE, Turismo de Portugal, entre outras instituições. Desta, foi possível concluir que o AL é composto por pessoas entre os 35 e 54 anos, das quais 68% são licenciadas. Pelo menos 20% dos gestores detém apenas um imóvel de AL. E a maioria deles tem a atividade como principal fonte de rendas.

Hélia acrescenta que: “São 1.000 milhões que se imputam não só a benefícios diretos como é o caso das reservas pagas pelos turistas, mas também os indiretos, onde se incluem os gastos feitos em restauração, no retalho, nos transportes, ou numa outra vertente, os pagamentos a serviços de limpeza, de contabilidade ou para projetos de arquitetura nas casas que são reabilitadas e ainda os fiscais no âmbito do IRS, IRC e segurança social pagos pelos empresários.”

A primeira parte da investigação mostrou que as perspectivas para o sector são muito otimistas. Mais de 53% dos empresários crê que em um ano terão lucro sobre o que foi investido. “Talvez por isso, 99% dos respondentes pretende manter esta atividade no futuro e, por isso, também pretendem reforçar os investimentos nos próximos dois anos, na perspetiva de uma maior qualificação e valorização dos seus imóveis”, revelou Ana Jacinto, presidente da AHRESP.

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