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Alojamento Local: Zona do Intendente é a aposta

Largo do Intendente, Lisboa 25.6.2013. © Luisa Ferreira
Largo do Intendente, Lisboa 25.6.2013. © Luisa Ferreira

A zona do Intendente, em Lisboa, foi requalificada nos últimos anos e tornou-se um local de concentração de grandes eventos culturais. No largo, cafés e lojas chamam a atenção de turistas e jovens, uma excelente oportunidade para o crescimento do Alojamento Local (AL).

Os edifícios ainda não reabilitados já são cobiçados para a atividade. Mas nem sempre foi assim. O responsável pela imobiliária ERA em Alfama e Graça, Gonçalo Ferreira, diz que quando começou a trabalhar no Intendente, há 14 anos, “a procura era muito diminuta e era uma zona para onde ninguém queria ir”.

A nova oportunidade de negócio que visa embelezar prédios para vendê-los ou aloca-los ao alojamento local é uma novidade. A freguesia de Arroios investiu muito, não só nas melhorias físicas, como também na agenda cultural do bairro. “A procura foi progressivamente crescendo”, revela Gonçalo Ferreira. A Câmara Municipal de Lisboa elucida que, entre 2011 e 2017, foram registados sete pedidos de licenciamento para obras de reabilitação urbana no Intendente.

O próprio primeiro-ministro, António Costa, quando foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entre 2011 e 2014, esteve com seu gabinete instalado nesta residência, com o intuito de promover o Intendente.  “Hoje em dia, é uma zona que está perfeitamente integrada em toda a zona histórica, que tem uma forte procura, uma forte dinâmica e onde encontramos clientes que procuram para várias finalidades”, explica o agente imobiliário.

O Largo do Intendente conta com uma série de eventos e por isso, tem um espectro vasto de procura, desde sociedades comerciais, tanto nacionais, como estrangeiras, até privados. De acordo com Ferreira, o certo é que desde o início do ano, investidores andam em busca de edifícios ou apartamentos para reabilitar, com objectivo de inseri-los no AL.

 

Preços sobem

Assim como a zona se tornou mais vistosa, os preços também se elevaram. Os imóveis ainda por reabilitar custam em média entre 1.500 e 3.000 euros por metro quadrado, enquanto que os já reabilitados vão dos 3.000 aos 5.000 euros por metro quadrado.

“Face a outros bairros do centro histórico, se pensarmos em Alfama ou no Chiado, estaremos seguramente 15% a 20% abaixo dos valores que são praticados para imóveis equivalentes”, observou o profissional da área. Ele afirma que quem quer investir em AL em Lisboa, deve voltar-se para o Intendente o quanto antes.

 

É o fim do arrendamento de longa duração?

Uma vez que os edifícios são pequenos, entre quatro e oito frações, e suas áreas entre 25 e 100 metros quadrados, o arrendamento prolongado tornou-se impraticável na zona. A maior parte dos apartamentos que cerca o Intendente tem no máximo 50 metros quadrados.

Ferreira admite: “Todos os dias temos procura para arrendamento, de pessoas que querem residir, mas como os imóveis estão a ser colocados sobretudo para o mercado do alojamento local, é difícil encontrar apartamentos de longa duração nesta zona da cidade.”

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