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Arrendamento alternado a estudantes e turistas

Com o verão a terminar e o novo ano letivo a começar há cada vez mais senhorios a tirarem partido de ambas as situações e a arrendar casa a turistas em época de férias e a estudantes no período de aulas.

A tendência surgiu no ano passado e acentuou-se neste verão, segundo afirmou Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), ao Diário de Notícias.

Face às alterações legislativas relativas ao alojamento local e ao arrendamento, Eduardo Miranda considera “natural que comecemos a ter pessoas a repensar os projetos e a verificar alternativas e outras possibilidades de negócio”.

O responsável avançou que a nova aposta dos proprietários de imóveis no que refere a arrendamentos de curta duração está agora a centrar-se nos estudantes e nos profissionais que, por motivos profissionais, têm de passar temporadas no país.

No entanto, como este é um segmento sazonal com um período de inatividade nos meses de verão, os senhorios aproveitam a pausa letiva para arrendar os imóveis aos turistas.

Tendência confirmada

Esta tendência no mercado do arrendamento já tinha sido constada pela Uniplaces, plataforma especializada em arrendamentos a estudantes. Num inquérito realizado em junho último e citado pelo Diário de Notícias, 60% dos proprietários na plataforma combinavam o arrendamento a estudantes com o arrendamento a turistas.

A Autoridade Tributária também tem recebido mais pedidos de informação sobre o enquadramento fiscal de imóveis reabilitados que pretendem afetar atividades relacionadas com residências de estudantes por períodos não superiores ao ano letivo e a atividade turística nas férias escolares.

O movimento não surpreende Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, que, ainda segundo aquele jornal, vê nesta solução uma forma de os senhorios se protegerem da insegurança legislativa no mercado tradicional de arrendamento e no alojamento local.

Investimento em residências

A procura também não está a passar despercebida aos investidores imobiliários, com um interesse maior no desenvolvimento de residências universitárias, como o verificado em Carcavelos, na zona de construção do novo campus da Nova SBE.

Segundo as estatísticas, aproximadamente 151 mil dos mais de 360 mil estudantes que frequentam as universidades portuguesas estão deslocados de casa e a oferta de residências públicas e privadas ronda apenas as 12 mil camas.

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