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O mercado de arrendamento tem de ser apetecível para os proprietários

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A candidata do PSD à Câmara de Lisboa, Teresa Leal Coelho, defendeu esta semana os incentivos ao arrendamento de longa duração. Ela apoia a lei das rendas de Assunção Cristas e contestas as alterações que foram recentemente introduzidas.

“O mercado de arrendamento tem de ser apetecível para os proprietários”, revelou em entrevista ao jornal Expresso. Para ela, a opção não deve ser extinguir ou minimizar o Alojamento Local, mas sim criar novos estímulos ao arrendamento de longa duração.

A social-democrata defende ainda as virtudes do alojamento local e do turismo, os proprietários, a atribuição de novos e a reposição da taxa zero de IMI, nos dez anos a seguir à compra de habitação própria. Em 2017, os proprietários de casas de luxo ou imóveis para habitação começaram a pagar o AIMI, um adicional ao IMI.

“É preciso desonerar de encargos o arrendamento de longa duração e tomar medidas de discriminação positiva para aqueles segmentos da população que devemos cativar para a cidade de Lisboa”, explicou. Entretanto, Teresa reconhece que a medida tem de passar pelo Parlamento. “A Câmara de Lisboa deve pressionar e o presidente de câmara deve ter uma voz ativa no diálogo com o Governo e com o Parlamento”, concluiu.

Para ilustrar melhor seu pensamento, ela apresentou seu próprio depoimento: “Quando comprei casa tive dez anos de IMI a taxa zero, o que foi um incentivo à compra de casa. Hoje a isenção de IMI opera por um período de três anos e para casas com o valor patrimonial até 125 mil euros.” A candidata sustenta que tal mudança será muito apelativa para movimentar o mercado imobiliário e incentivar a habitação própria.

Na entrevista, ela lamentou também as modificações nas leis das rendas. Ela chegou a classificar o facto como uma “revogação” e criticou duramente os apontamentos introduzidos pela esquerda, que protegem os inquilinos mais velhos e com condições económicas mais baixas. De acordo com a social-democrata, isso “é negativa para a manutenção do património imobiliário”.

“Quando foi aprovada a lei das rendas, 60% dos fogos vagos não estavam no mercado de arrendamento, porque os proprietários de casas não tinham, e voltam a não ter, confiança na lei do arrendamento”, lembrou.

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