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Residências de estudantes em Portugal na mira dos investidores

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O rápido aumento da população estudantil que exige alojamento de maior qualidade está a fazer crescer a procura de residências para estudantes, colocando este mercado na mira dos investidores europeus a quem o potencial apresentado por Portugal não passa despercebido.

O relatório Residências de Estudantes na Europa 2017 da consultora JLL estima que, atualmente, existam entre quatro a cinco milhões de euros de capitais disponíveis à procura de investimento neste nicho de mercado, com uma especial apetência por novas localizações.

Esta apetência, aliada aos factos de este ser um setor negligenciado em Portugal e das universidades nacionais estarem a receber um número cada vez maior de estudantes estrangeiros, deixa o país no centro das atenções dos investidores.

Há cada vez mais procura por este tipo de alojamento em Portugal, devido ao aumento do número de estudantes estrangeiros, que são atraídos pelo ensino universitário português, mas também pela reconhecida qualidade de vida que o nosso país proporciona. O mercado ainda tem pouca escala, mas cresceu bastante no último ano e a oferta existente, que é predominantemente promovida por portugueses, reflete em muito o que de melhor se faz lá fora”, referiu Maria Empis, Diretora de Consultoria e Research da JLL, citada pelo Dinheiro Vivo.

A mesma responsável acredita que “Portugal vai acompanhar esta tendência europeia e que este é um setor de grande potencial de crescimento, pois além das boas perspetivas para a evolução da procura de estudantes, diversos investidores estrangeiros e grandes operadores neste mercado já estão a incluir o mercado português nas suas estratégias de expansão de curto prazo”.

A tendência deverá beneficiar não só Lisboa, como também o Porto e Coimbra, devido à sua tradição universitária e à oferta de cursos existente.

O número de estudantes estrangeiros no nosso país tem vindo a crescer desde 2011, fixando-se nos 37 990 alunos no ano letivo de 2015/2016, isto é, o equivalente a 11% da população estudantil em Portugal, de acordo com uma análise da JLL. A nível de repartição geográfica, 42% dos estudantes estrangeiros estão em Lisboa e 17% no Porto.

Apesar deste crescimento, o mercado de “residências modernas é residual, pois a grande parte da oferta de alojamento para estudantes é operada através de apartamentos privados, muitas vezes em regime informal e com baixa qualidade, ou equipamentos públicos, bastante obsoletos e desconfortáveis”, refere o estudo.

O mesmo documento indica que a oferta qualificada de residências universitárias em Lisboa e no Porto aposta em quartos com casa de banho privativa, mobiliário moderno e alguns com kitchenette, com valências como salas de jogos e convívio, lavandaria, ginásio e bastantes espaços exteriores.

Quanto a valores, as rendas variam entre 350 e 600 euros mensais por quarto, “com as unidades existentes em Lisboa e no Porto a revelarem uma elevada procura, com taxas de ocupação altas e rapidez na absorção dos quartos”.

O estudo indica, ainda, que em Lisboa, “a capacidade é atualmente superior a 300 estudantes distribuídos por seis residências”, com as zonas do Saldanha, Almirante Reis e Bairro Alto a dominarem a procura. Para já estão projetadas duas novas residências, mas nos próximos anos deverão surgir mais projetos.

Já no Porto há apenas uma residência para 195 alunos, estando projetados dois novos equipamentos. As áreas da Baixa e de Paranhos são as que revelam mais procura.

 

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