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Bancos atraem clientes com ofertas de crédito

Com a economia em franca recuperação, os bancos não querem perder a oportunidade de captar novos clientes e estão a fazê-lo através de ofertas como contrapartida à concessão de crédito à habitação.

A aposta das instituições financeiras concentra-se, sobretudo no crédito à habitação, aproveitando a boleia do excelente momento vivido no mercado imobiliário português.

De acordo com um apanhado elaborado pelo Jornal de Negócios junto de cinco dos maiores bancos nacionais, há ofertas para todas as carteiras e desejos dos potenciais clientes.

Campanhas bancárias

Seis meses de prestações sem juros é a oferta do BCP a quem contratar um crédito à habitação junto da instituição até ao final do ano. O prazo de seis meses é o equivalente a um valor máximo acumulado de juros de dois mil euros que são, por esta via, “perdoados” pelo banco. A oferta aplica-se apenas a financiamentos superiores a 150 mil euros, mas está acessível tanto a quem opte pela taxa fixa, como pela taxa variável.

O Novo Banco aposta nos investidores e promete emprestar a totalidade do valor da casa aos clientes que apresentem um segundo imóvel como garantia. A instituição não esquece, porém, quem procura casa para habitação, propondo a possibilidade de o imóvel dado em garantia ser dos “pais ou familiares próximos” do cliente.

Já o Santander concentra a sua oferta no spread proposto para os primeiros seis meses do contrato. O banco propõe uma taxa de juro promocional de 1,23% nos primeiros seis meses do crédito à habitação. Findo o prazo, a instituição aplica uma “taxa variável que resulta da soma da média da Euribor a 12 meses ao spread”.

A CGD, por seu lado, oferece 100 euros em cartão de crédito a quem opte pelo banco estatal para contrair o financiamento para a compra de casa. A campanha será aplicada aos pedidos que deem entrada na instituição até ao último dia do ano e que sejam aprovadas até 31 de janeiro de 2018.

O Montepio alia duas ofertas: uma redução de 50% no custo da avaliação do imóvel e uma redução até 0,7% no valor do spread. A primeira oferta, segundo as contas do banco resulta numa poupança de 105 euros. A campanha parece ser generosa, mas para aceder à mesma, os clientes precisam de ter um saldo de depósitos a prazo superior ou igual a 35.000 euros e subscrever cinco produtos/serviços comercializados pela instituição.

Empréstimos a crescer

A banca parece estar assim empenhada em recuperar negócios no crédito, numa altura em que, segundo dados do Banco de Portugal, as instituições financeiras já emprestaram 1.205 milhões de euros aos particulares, em agosto. Um montante que superou os 1.173 milhões de euros concedidos um mês antes. Desde o início do ano, as novas operações de crédito às famílias ascendem a 9.181 milhões de euros.

O crédito à habitação continua a representar a maior fatia dos empréstimos, ascendendo a mais de metade do total. Em agosto, os bancos emprestaram 709 milhões de euros para a compra de casa, mais do que os 683 milhões de euros concedidos no mês anterior.

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