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Bancos emprestam 720 milhões para comprar casa

Os portugueses continuam atrás do sonho de comprar uma casa, pelo menos a avaliar pelo aumento na concessão de crédito à habitação no passado mês de março. Neste mês, os bancos emprestaram 720 milhões de euros às famílias para a compra de habitação, o valor mensal mais alto dos últimos sete anos, de acordo com os dados do Banco de Portugal citados pelo jornal Eco.

Os empréstimos aprovados em março fizeram elevar o total do crédito à habitação para 1,8 mil milhões de euros no acumulado dos três primeiros meses do ano, o que também corresponde a um valor máximo desde 2010.

Em dezembro de 2010, os bancos nacionais tinham concedido 844 milhões de euros e empréstimos para a compra de casa, mas a crise que, entretanto, se instalou no país deixou os bancos e as famílias mais cautelosos e pôs um travão no crédito.

A melhoria das expetativas dos portugueses relativamente à situação económica do país e o nível historicamente baixo dos indexantes das taxas de juros, aliados aos melhores spreads oferecidos pelos bancos, são as razões apontadas para a recuperação do crédito. Os mesmos motivos levam os bancos a acreditar que o ritmo de crescimento do crédito à habitação se mantenha no segundo trimestre do ano.

Nas novas operações de empréstimos para habitação, a taxa de juro média registou um novo mínimo histórico em março, nos 1,77%, enquanto no crédito ao consumo e para outros fins as taxas de juro médias foram de 7,48% e de 3,83%, respetivamente.

O crédito à habitação continua a representar a maior fatia dos empréstimos concedidos pela banca aos particulares.

Em março, o crédito ao consumo ascendeu a 393 milhões de euros, naquele que é o valor mais elevado desde o último mês de 2010. O crédito para outros fins também registou um aumento, para 201 milhões de euros, a fasquia mais elevada desde abril de 2015.

Em termos globais, o total do crédito disponibilizado aos particulares ascendeu a 1,31 mil milhões de euros, em março. Este volume de empréstimos representa um aumento de 28 por cento face ao período homólogo de 2016 e é necessário recuar até ao mesmo mês de 2012 para encontrar a um valor mais elevado.

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