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Estamos perante uma bolha imobiliária?

Porto

Já a segunda vez em menos de um mês que se fala em bolha imobiliária no país. Dessa vez, o alerta partiu do Banco de Portugal, que preocupado com os riscos de uma eventual crise, emitiu comunicado à imprensa.

“A atual conjuntura de maior crescimento económico, subida de preços no imobiliário e maior concorrência poderá propiciar uma menor restritividade nos critérios de concessão de crédito [a famílias e empresas], que poderá, por sua vez, comprometer a sustentabilidade financeira de famílias, empresas e das próprias instituições de crédito”, alerta o regulador.

O mercado está a sofrer muitas variações em poucos períodos de tempo. O aumento do Alojamento Local e do turismo trouxeram muitas vantagens, mas também causaram uma ruptura no sistema financeiro nacional. Uma das consequências mais graves é o facto de que as institucionais estão a derrubar os pequenos investidores do mercado imobiliário.

O Banco de Portugal teme que uma bolha imobiliária penalize ainda mais o clima de recessão em que se encontra o país e a Europa. No Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre deste ano, publicado hoje, a entidade chamou a atenção para o estado de alerta. Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, explicou que o maior perigo é uma eventual subida dos juros referentes aos empréstimos. Ele criticou duramente as instituições que facilitam a concessão de crédito.

“Num cenário de aumento das taxas de juro, a qualidade das carteiras de crédito poderá ser negativamente afetada, em particular se a recuperação económica em Portugal não acompanhar a evolução na área do euro”, destacou. “O rendimento dos particulares e a rendibilidade das empresas serão afetados desfavoravelmente, com consequências negativas na capacidade de servir a dívida”, concluiu.

A bolha imobiliária ainda não teve início, entretanto a entidade aponta que se os preços continuarem a evoluir para “níveis não suportados pelos fundamentos, a sua eventual correção levaria à perda de valor dos colaterais e dos imóveis na carteira dos bancos”. Os portugueses têm sentido as mudanças na hora de buscar casas para comprar ou arrendar. Não foram os preços que sofreram alterações apenas. A falta de novos fogos nas zonas urbanas do Porto e de Lisboa aumentou a concorrência do mercado imobiliário.

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