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Casas em construção aumentam 19,6%

Apesar da enorme falta de acesso à habitação adequada em Portugal, o mercado imobiliário continua em grande expansão. De acordo com os dados estatísticos publicados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas. – AICCOPN, referentes até fevereiro, nos primeiros dois meses do ano 2018 foram autorizadas 2.248 obras de construção e reabilitação de edifícios de habitação por parte das Câmaras Municipais. Recorde-se que o governo tem diversos programas em funcionamento com vista a redefinir a sustentabilidade do mercado da habitação em Portugal, sendo que este avanço representa os esforços do executivo em colmatar a crise que se vive no país.

O número de casas licenciadas para construção registou um aumento bastante significativo de 19,6%, refletindo-se este valor na construção de 2.627 novas habitações. Já o consumo de cimento no mercado nacional, que reflete o nível de atividade no setor imobiliário, totalizou as 436 mil toneladas, traduzindo assim um aumento de 8,2% quando comparado com o ano anterior.

Crédito habitação

De um modo geral, a concessão de crédito tanto para o setor da construção como a particulares, registou uma quebra quando comparado com o ano anterior. O setor da construção assistiu a uma redução de crédito de 2,7%. Já o crédito à habitação concedido a particulares caiu 1,5%, totalizando 92,86 mil milhões de euros.

Porém, no que diz respeito ao novo crédito concedido para comprar casa, assistiu-se a uma subida de 21%. Quanto ao valor médio da avaliação bancária na habitação, de acordo com dados de fevereiro, registou-se um aumento de 4,6% em termos homólogos, fixando-se em 1.160 euros por m2. Nos apartamentos o valor fixou-se em 1.213 euros por m2 enquanto que nas moradias o valor médio da avaliação bancária foi de 1.065 euros.

Apesar deste boom imobiliário, a realidade é que, de acordo com dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), comprar casa em Portugal tornou-se 7,6% mais caro no espaço de um ano. Porém, os preços das casas em Lisboa e Porto subiram a um ritmo bastante mais acelerado: cerca de 18%.

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