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Cinco milhões para reabilitação em Viseu e Lisboa

As cidades de Viseu e Lisboa vāo ser alvo de projetos de reabilitação no valor total de cinco milhões de euros, no âmbito do atual contexto da escassez de habitação. Os projetos, independentes, vāo decorrer com base em subfundos que vão ser atribuídos sob o chapéu do Fundo Nacional de Reabilitaçāo do Edificado (FNRE).

Contudo, tanto o FNRE como os dois subfundos estão à espera do aval final da Comissão de Mercados de Valores Imobiliários, segundo referiu a Secretária de estado Ana Pinho.

Gestão dos projetos de reabilitação

Quanto à administração destes fundos, estes vāo ser geridos pela Fundiestamo, um fundo especial de investimento imobiliário fechado. No âmbito do FNRE está prevista a constituição de vários subfundos, cada qual com autonomia patrimonial e uma duração de 10 anos, eventualmente prorrogável.

Assim, a intervenção da Fundiestamo passa pela aquisição e respetiva reabilitação de cinco imóveis degradados em Viseu e um imóvel degradado em Lisboa, de acordo com informação avançada pelo Público. Uma vez concretizadas as obras de reabilitaçāo, o objetivo do Governo de aumentar a oferta pública de imóveis com rendas acessíveis começa lentamente a ganhar forma.

De acordo com a Fundiestamo, o principal é “disponibilizar no mercado fogos a valores de mercado para a área geográfica em que se inserem, com rendas mais acessíveis (10% a 20%), de forma a contrariar o despovoamento dos centros das cidades”.

Detalhes dos projetos

O primeiro subfundo chama-se “ImoViriato” e tem como objetivo atribuir à cidade de Viseu 31 fogos destinados ao mercado de arrendamento para habitação permanente, sete espaços afectos a comércio e ainda um edifício destinado a serviços.

O segundo subfundo, atribuído à cidade de Lisboa, é intitulado de “ImoMadalena” e pretende adquirir à Santa Casa a Misericórdia um imóvel que permitirá, quando reabilitado, colocar na cidade oito fogos destinados ao mercado de arrendamento para habitação permanente e dois espaços de comércio.

Ambos os projetos serão colocados com rendas de mercado após uma redução de 20%, “mas que ainda assim permite aos detentores das unidades de participação uma rendibilidade previsível de 4% ao ano”, esclarece a Fundiestamo.

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