JFF Jose Fernandes - 12 Julho 2012 -  Lisboa
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CML reabilita casas no centro histórico para arrendar

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a reabilitar e arrendar casas no centro histórico para correr atrás da pressão sobre o mercado imobiliário. A proximidade de uma crise nos arrendamentos e o aumento desenfreado do sector nas principais cidades forçaram autarquias a tomarem medidas em 2017.

Por conta do descontrole, a CML decidiu dedicar-se a reduzir as vendas de casas, investindo na reabilitação de patrimónios dispersos pela cidade, em especial na região central e turística. Antes, a prioridade era livrar-se o quanto antes de qualquer propriedade que gerasse problemas de manutenção ou gestão.

A autarquia espera que com esta ação, possa controlar os preços inconstantes dos arrendamentos no centro histórico. O objectivo, de acordo com a Câmara, é permitir que as pessoas consigam encontrar mais facilmente arrendamentos acessíveis. Nos últimos anos, houve um aumento da especulação imobiliária na capital e, consequentemente, um impacto da maior procura turística e de estrangeiros que estão a comprar segunda habitação.

Com o programa “Renda Acessível”, a CML pretende disponibilizar 6500 casas no centro histórico, sobretudo em construções novas, mas também em edifícios reabilitados. O órgão segue o maior do país, responsável por mais de 25 mil fogos, dos quais mais de 23 mil correspondem à habitação social.

Os poucos mais de 2 mil restantes já fizeram parte de um número mais significativo. Entretanto a autarquia vendeu boa parte do imobiliário na última década. Mesmo assim, apenas 20% destes fogos estão vagos ou em processo de vistoria para reabilitação.

É no centro histórico da cidade que se encontram 170 fracções da CML. Eles se dividem entre São Vicente, Santo António, Misericórdia e Santa Maria Maior, onde a pressão do turismo e do Alojamento Local fazem subir os preços e escassear as ofertas. Aqui vivem 1600 pessoas divididas em 570 casas.

De acordo com Paula Marques, vereadora da habitação, as chaves dos 113 fogos que estão em obra ou concurso deverão ser entregues até ao final do ano. “Algumas vão ser incluídas já no próximo concurso de renda convencionada”, acrescenta a vereadora.

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