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Construção nova trava subida de preços

A ausência de construção nova tem feito aumentar os preços das casas, tanto para venda como no arrendamento, mas o cenário parece estar a mudar. O número de novas casas concluídas durante o primeiro trimestre do ano aumentou 38%, subindo na mesma ordem de grandeza as licenças emitidas para construção de novos fogos até Julho, face ao período homólogo.

Os dados são da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (Fepicop) que, citada pelo Jornal de Negócios, sublinha que, ainda assim, este crescimento é “insuficiente para um nível de procura que se continua a antever elevada”.

A Fepicop defende que é urgente acelerar tanto a construção nova como a reabilitação das zonas periféricas das cidades.

Vendas aumentam

Os dados da federação mostram, também, que o volume de transações de habitação na primeira metade deste ano atingiu o valor mais elevado dos últimos dez anos.

Até Junho foram vendidos mais de 86,3 mil imóveis para habitação, 81% dos quais usados. Uma subida de 20% no número de casas vendidas em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os preços mantêm-se altos, sendo Portugal o país da EU onde mais aumentaram, segundo os dados mais recentes do Eurostat, o gabinete estatístico da Comissão Europeia.

Estes números revelam um aumento de 11,2% no preço das casas em Portugal no segundo trimestre do ano face ao mesmo período do ano passado. Apesar de ser quase o triplo do aumento médio registado na EU, os preços subiram menos do que nos primeiros três meses do ano (12,2%).

Preços estabilizam em Lisboa

Apesar do cenário no mercado imobiliário nacional, os preços das casas no centro histórico de Lisboa mantiveram-se inalterados no primeiro semestre deste ano em comparação com o semestre anterior, registando uma variação residual de apenas 0,1%.

De acordo com o Índice de Preços do Centro Histórico de Lisboa (IPCHL), que integra as freguesias da Misericórdia, Santa Maria Maior e São Vicente, apesar de a variação ser residual, os preços das casas nesta zona atingiram os máximos de 10 anos e estão 68% acima dos verificados em 2008.

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