arrendamento acessível
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António Costa promete arrendamento acessível

No final de semana, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, esteve em Vila Nova de Gaia e fez do arrendamento acessível uma promessa para o próximo ano. O agrado à classe média é uma estratégia pré-campanha para as eleições autárquicas, que ocorrem em outubro.

“Temos de ter uma política de habitação acessível para a classe média e para as novas gerações, para que possam arrendar casa nos centros das cidades”, revelou. Costa discursou sobre os benefícios e malefícios do alojamento local e disse que o Governo quer encontrar resposta para o arrendamento acessível à população portuguesa. Os preços aumentaram muito nos últimos anos e seguem sem indícios de baixar.

O primeiro-ministro ressaltou ainda que o Governo não defende “a descentralização para desresponsabilizar a administração central e para desresponsabilizar o Governo”. O objectivo é permitir que se possa assumir novas políticas em áreas que sejam decisivas para o desenvolvimento das cidades.

O programa do PS está centralizado, mas quer permitir que as metrópoles, como Lisboa e Porto, possam resolver questões próprias. O problema da habitação nas grandes cidades tem sido foco dos noticiários nos últimos meses. Por isso, Costa afirma que o arrendamento acessível será “uma nova grande prioridade política, que tem de marcar a segunda metade desta legislatura”.

“Uma política de habitação requer mobilização do Governo e mobilização das autarquias locais”, advertiu António Costa. De acordo com ele, o país precisa de políticas públicas para que não condene a classe média e os jovens ao crédito ou aos subúrbios. “Esta é uma política fundamental que, a par da saúde e da educação, têm de ser grandes pilares da segunda metade desta legislatura”, acrescentou.

O transporte público também está a ser cobrado por boa parte dos portugueses e Costa lembrou que o assunto segue em sua agenda. “Serão quatro anos em que as políticas de transporte urbano e de habitação vão ter um peso determinante”, assegurou.

Na última semana a valorização dos preços de moradias em zonas não habituais de Lisboa chamou a atenção. Ricardo Robles, candidato do BE à Câmara de Lisboa, também falou publicamente sobre a questão. O Porto igualmente sentiu a forte subida do turismo e do investimento imobiliário estrangeiro.

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