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Crédito à habitação é liquidado mais cedo

Liquidar o crédito à habitação o quanto antes é uma das prioridades da maioria dos portugueses. A baixa taxa de juro e o dinamismo do setor imobiliário contribuíram para um melhor comportamento do consumidor. O número de reembolsos antes do fim do prazo cresceu quase 30% no espaço de um ano.

Registou-se mais de 85 mil em 2016, num montante total de 3,2 mil milhões de euros. E perto de 70% destes serviram para liquidar por completo o financiamento contratado. Em vários casos, o objetivo é também pedir um novo crédito.

O Banco de Portugal é o responsável pela divulgação dos dados, apontados recentemente no Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho de 2016. Um aumento que ficou a dever-se “exclusivamente aos reembolsos antecipados totais, uma vez que o número de reembolsos antecipados parciais diminuiu entre 2015 e 2016”, lê-se no documento.

Em 2016, 68% dos pagamentos antecipados foram totais, mais do que os 58% de 2015. Um acréscimo de 10 pontos percentuais. Quase um quarto dos reembolsos totais foram de montantes inferiores a 13.091 euros, enquanto metade foram de valores inferiores a 35.918 euros.

O relatório aponta que “o aumento dos reembolsos antecipados totais no crédito à habitação pode estar associado ao maior dinamismo do mercado imobiliário, uma vez que a troca de casa implica muitas vezes o reembolso total do crédito à habitação existente e a celebração de outro contrato para financiar a nova habitação”.

E, mesmo com a melhor no mercado e no negócio do crédito à habitação, os pagamentos antecipados acabaram por ter um peso maior do que as novas contratações. No ano passado, foram assinados 57.912 empréstimos para a compra de casa, num total de 5,5 mil milhões de euros. Aumentos de 34,2% e 39,6% face ao ano anterior, respetivamente.

“Os reembolsos antecipados e os vencimentos ocorridos em 2016 superaram o montante concedido em novas contratações, o que se traduziu numa redução do valor global da carteira no final do ano – 88,4 mil milhões de euros, o que compara com 90,5 mil milhões de euros, em 2015”, sublinhou o Banco de Portugal no relatório apresentado.

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