Investimento

Crédito à habitação: como recorrer e o que considerar

beneficio tributario

Está a pensar recorrer ao crédito habitação? Se for o caso, esteja bem informado relativamente a todos os passos necessários para que seja bem sucedido na obtenção de um empréstimo.

 

Documentação e taxas inerentes

Em primeiro lugar, reúna toda a documentação que terá de entregar na instituição financeira que decidir mais apropriada, de preferência com base no spread mais reduzido possível. No entanto, tenha atenção pois alguns bancos  pedem spreads mais baixos mas podem obrigá-lo a contrair seguros de vida, de casa e outros tipos de comissões.

 

Deste modo, tenha em consideração a Taxa Anual Efetiva (TAE) e a Taxa Anual Efetiva Revista (TAER) do banco que escolher. Estas taxas incluem por norma todas as despesas associadas. Pode encontrar informação detalhada sobre a papelada relativa à analise do empréstimo aqui. Informe-se ao pormenor sobre quais os bancos com melhores condições fazendo diferentes simulações. Desta forma terá uma melhor noção dos atuais valores do mercado.

 

Seja realista

Após pesquisas intermináveis pela sua casa de sonho lembre-se que ser realista é crucial. Procure uma habitação ajustada às suas capacidades financeiras evitando contrair um empréstimo que o obrigará a ser escravo da sua dívida. Afinal de contas, nem todas as dívidas representam a abdicação dos prazeres da vida e a aquisição de um imóvel é, por norma, um bom investimento. Seja modesto e ponderado na busca  pelo seu lar.

 

A sua relação com o banco

Tenha em consideração que o banco vai estudá-lo de forma exímia, deste modo, seja honesto e transparente em todas as reuniões destinadas à consumação do tão desejado  empréstimo. Tanto a sua estabilidade profissional e consequentemente a estabilidade dos seus rendimentos vão ser avaliadas. Aqui, o gestor da sua situação financeira vai analisar os seus rácios de endividamento tendo em consideração quaisquer outros imóveis adquiridos e o seu grau de capacidade para cumprir com as suas obrigações. Neste caso, os bancos normalmente analisam a taxa de esforço da pessoa, representando o resultado entre encargos com financiamentos e rendimentos líquidos.

 

De seguida, os bancos aprovam até 35% ou 40%, basicamente, as prestações com créditos – em particular à habitação – não podem ter um peso superior a 35% ou 40% do total dos rendimentos líquidos.

 

Em vários casos, por vezes dependendo do número do agregado familiar, o seu gestor poderá referir reforços necessários como um fiador que garanta o pagamento do seu empréstimo no caso de ocorrer um imprevisto.

 

O valor do imóvel a adquirir

A avaliação do imóvel é também um passo com um impacto muito grande no processo, pois derivado do mesmo é definido o montante máximo que o banco vai emprestar. Normalmente exigem um Loan to Value (LTV) ou rácio de empréstimo de garantia de 80%, ou seja, para uma casa que tenha uma avaliação de 100 mil euros, o banco apenas vai emprestar 80 mil euros.

 

Adicionalmente, a norma é que quanto melhor o LTV, mais baixo o spread. Esta situação reflete uma medida de proteção do banco uma vez que este fica com um imóvel que vale mais do que o dinheiro que está a emprestar às pessoas.

 

A atual conjuntura é um reflexo da crise financeira, visto que era habitual os bancos emprestarem 100% ou até mais do valor de compra das casas. Nesta fase, há um objetivo por parte dos bancos para que as pessoas invistam das suas poupanças na compra de casa.

 

Dedicação

A um nível mais pessoal, o seu grau de envolvimento na operação também será avaliado. Seja incansável e saliente os seus esforços. Explique em detalhe a consistência do seu projeto, planos futuros, situação familiar e tudo o que achar relevante e com possíveis implicações para o seu caso.

 

Despesas ao contrair um empréstimo

Recorde-se também de que a materialização de um contrato financeiro entre si e o seu banco não vem sem custos, mas não se assuste! Confira aqui as despesas inerentes associadas à conquista do seu imóvel. De forma sucinta, os impostos associados à compra de casa são relativos ao maior valor entre o valor da escritura (valor de compra) e o respetivo valor patrimonial (valor que as finanças atribuem ao imóvel), sendo que nos sites dos bancos, os simuladores fazem sempre as contas face ao valor de compra e como tal pode haver surpresas menos boas.

 

Isto não é culpa dos bancos, porque para simular não é necessário saber o valor patrimonial dos imóveis mas é importante ter este ponto em conta.

 

Seja responsável

Uma vez ultrapassados os obstáculos burocráticos e após escritura, a casa é finalmente sua! A partir de agora, seja responsável, mantenha-se informado relativamente aos seus direitos e deveres e desenvolva uma relação de confiança com a instituição financeira que lhe facultou o empréstimo.

 

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