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Crédito à habitação sobe 35% e especulação aumenta

No mês de julho, os montantes concedidos pelas instituições de crédito para a compra de casa aumentaram 34,8% face ao mesmo mês de 2017. Esta informação foi revelada pelo Banco de Portugal que, mesmo com as medidas previamente introduzidas para reduzir o acesso ao crédito, viu os bancos portugueses emprestarem 919 milhões de euros, o segundo montante mais alto do ano. O primeiro, registou-se no mês anterior, junho, com um total de 990 milhões de euros, o maior valor registado desde junho de 2010.

“O crescimento dos preços no segmento imobiliário residencial tem sido particularmente forte”, revelou o Banco de Portugal no Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado em junho. O supervisor detalha que “na segunda metade de 2017 começaram a surgir alguns sinais, embora muito limitados, de sobrevalorização dos preços neste segmento”.

A atribuição de crédito para habitação tem sido alvo de grandes receios e especulações. Por este motivo, o Banco de Portugal introduziu novas medidas financeiras de forma a evitar o empréstimo ao desbarato.

Recomendações do Banco de Portugal

Desde julho, as instituições financeiras foram recomendadas pela instituição comandada por Carlos Costa, a atribuir novos créditos apenas a clientes que gastem até 50% do seu rendimento líquido com as prestações mensais de todos os empréstimos detidos (habitação e consumo). Ainda assim, admite que os bancos possam ultrapassar este limite de taxa de esforço até 5% do montante total de créditos concedidos por ano e assumir uma taxa de esforço de 60% do cliente até um quinto do montante total de créditos concedidos nesse ano.

O Banco de Portugal recomendou às instituições de crédito precaução e consideração relativamente à eventual subida das taxas de juro que poderão conduzir ao incumprimento do devido pagamento dos empréstimos.

Quanto ao rácio entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel dado em garantia, o banco central recomenda um limite de 90% para créditos para habitação própria e permanente e de 80% para créditos com outras finalidades que não habitação própria e permanente.

No que diz respeito à maturidade original dos empréstimos, o limite é de 40 anos nos contratos de crédito à habitação e crédito com garantia hipotecária ou equivalente, e convergência gradual para uma maturidade média de 30 anos até final de 2022, e de dez anos nos contratos de crédito ao consumo.

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