Investimento

Crédito à habitação: taxa fixa VS taxa variável

hipoteca

A taxa de juro inerente ao crédito habitação é cobrada com base no cálculo de dois elementos: o indexante (no caso de Portugal e dos restantes membros da União Europeia, a Euribor) e o spread (que é a margem do banco). Se está a recorrer ao crédito habitação provavelmente já se deparou com o dilema da escolha entre uma taxa de juro fixa ou variável. Qual a diferença entre estas duas modalidades?

Taxa Fixa

Aquando da escolha da taxa de juro associada ao crédito habitação, as pessoas que dão valor à previsibilidade e estabilidade das suas finanças terão uma possível preferência pela taxa fixa, no entanto, esta taxa é comummente mais elevada do que a taxa variável, estando o credor, de certa forma, a mitigar o risco que incorreria em caso de subidas abruptas da taxa Euribor. É, no entanto, importante compreender qual o custo comportado pela escolha de uma taxa fixa.

Contrariamente ao que o nome indica, a taxa não é fixa durante todo o contrato. No entanto, algumas instituições bancárias já estão a oferecer prazos mais alargados para além dos usuais 5 ou 10 anos, como é por exemplo o caso do Bankinter (até 30 anos). Tradicionalmente, a maioria dos bancos fazem contratos de crédito habitação fixam as taxas de juro durante 5 ou 10 anos. Normalmente não fixam pelo prazo todo, ficando definido no contrato qual o período da taxa fixa e também do spread e taxa a ser praticada no restante prazo. Desta forma, esta modalidade tem tendência a tornar-se menos interessante a longo prazo.

Adicionalmente, para estabelecerem a taxa fixa, os bancos recorrem à contratação um swap de taxa de juro e é o cliente o responsável pelo seu pagamento. Este pagamento encontra-se englobado no valor da taxa fixa a cobrar mensalmente na prestação.

O swap de taxa de juro consiste num acordo em que o Banco e o cliente acordam trocar pagamento de juros periódicos – mensal, trimestral, semestral ou anualmente – sendo ambos os fluxos indexados a taxas de juro diferentes – um a taxa fixa e o outro a taxa variável – durante o período de vigência do contrato.

 Taxa Variável

Tal como indica o nome da taxa – variável – os potenciais credores que optam por esta opção estão sujeitos à volatilidade do mercado. Assim, em períodos de crescimento económico as taxas têm tendência a aumentar. Já em períodos de recessão e fragilidade económica, as taxas são, por norma, mais baixas.

Atualmente, e devido à crise financeira que debilitou a situação banqueira do país, a taxa Euribor regista valores negativos, o que se traduz em prestações a devolver aos bancos igualmente mais reduzidas. No entanto, dando-se um cenário de recuperação económica, a taxa Euribor terá tendência a aumentar tendo como consequência o aumento do valor da prestação.

Como vimos, numa taxa de crédito hipotecário variável, a taxa de crédito a ser reembolsado à instituição financeira acompanha a movimentação da taxa Euribor. Deste modo, quando a taxa Euribor sobe, a taxa de juros a ser reembolsada aumenta, e quando a taxa Euribor desce, a taxa de juros diminui. Estamos assim perante uma taxa de juro variável.

Qual a melhor opção: Taxa Fixa ou Taxa Variável?

As previsões económicas da evolução das taxas de juro nunca estão certas pois estas assentam em fatores voláteis. É possível estimar tendências mas prever com rigor é uma missão sem sucesso. Por este motivo, não existe uma resposta certa para qual a melhor opção de escolha, pois a preferência deve ser feita com base na capacidade financeira do credor.

Se estiver indeciso quanto à escolha da taxa de juro pondere na questão da estabilidade ou na preferência em aproveitar as taxas de juro atualmente reduzidas. Considere também a solidez das suas finanças e o espaço reservado para pagar possíveis prestações mais elevadas e por quanto tempo.

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