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Eficiência energética: Investimento ainda pesa na decisão

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Implementar a eficiência energética em casa ainda é um sonho para a maioria dos portugueses. Apesar do aumento da sensibilização para a necessidade de evitar o alto consumo de energia não renovável, os preços elevados do investimento inicial ainda afastam as pessoas na hora da escolha.

De acordo com o estudo de mercado “Eficiência Energética na Habitação Particular”, promovido pela agência ADENE, 19% dos portugueses já implementou a eficiência energética em seus lares. O número não é maior porque falta perceber melhor quais são os benefícios a longo prazo.

A eficiência energética parece muito cara, quando observado o custo da aparelhagem inicial que o consumidor deve investir. Seja em painéis solares ou em outro tipo de tecnologia, a poupança não será imediata, mas sim conforme o tempo e o uso. Falta informação aos consumidores, principalmente sobre as vantagens dos sistemas eficientes para a saúde, por exemplo. Já que com aquecimento via painéis solares não é preciso o uso prejudicial do ar condicionado.

Mesmo quando se trata de medidas mais comuns, como trocar as lâmpadas normais por lâmpadas LED, já utilizadas por 68% dos habitantes de Portugal, não é tão simples. Mais de 43% das famílias no país buscam electrodomésticos mais eficientes, entretanto a maioria das pessoas ainda compra o produto mais barato, sem considerar os custos na conta de luz.

Aliás, estes são os dois factores que, para os participantes do estudo, mais tem estado a contribuir para a factura energética. “É fundamental que os consumidores possam adquirir conhecimento de quais as ações que podem desenvolver, tendo em vista a promoção da eficiência energética e das energias renováveis no setor residencial”, afirma João Paulo Girbal, presidente da ADENE.

Quase 30% dos inquiridos optou por substituir os equipamentos de aquecimento de água por novos mais eficientes. Essa mudança no cenário português é recente, aponta a pesquisa. As janelas duplas também são bastante procuradas: 20% dos entrevistados afirmou optar pelas mais eficazes contra o frio, evitando o uso de esquentadores.

O recurso a fontes de energia renovável para a geração de energia em casa é ainda residual, com apenas 3%. As praticas de arrefecimento e aquecimento das habitações ainda é muito sazonal e está relacionada com as características das casas e zonas das moradias. O arrefecimento por si só é considerado um produto de luxo, dado seu alto consumo.

A média mensal das facturas de energia ficou em 112 euros. Reduzir este número é a grande motivação de 57% da população.

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