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Empréstimos para comprar casa estão a cair

Os portugueses parecem pouco inclinados a recorrer ao crédito e os bancos estão mais cautelosos na concessão de empréstimos. Estas são as conclusões que se podem tirar da última nota de informação estatística do Banco de Portugal (BdP), segundo a qual em abril registou-se não só um recuo no crédito à habitação e outros fins dos particulares, como também nos empréstimos a sociedades não financeiras.

Os empréstimos concedidos pela banca às famílias para a compra de casa desceram 2,6% em abril, face ao mesmo mês do ano passado, enquanto o crédito às sociedades não financeiras recuou 2,2%.

Em termos de valores, em abril, os particulares captaram 955 milhões de euros em créditos, mais de metade dos quais destinados à aquisição de habitação. Este montante ficou aquém dos 1.314 milhões de euros concedidos no mês anterior.

Os dados do Banco de Portugal mostram que o crédito à habitação representa 56% de todo o dinheiro emprestado pela banca às famílias. Desde o início do ano, foram concedidos créditos no montante global de 2.339 milhões de euros para este fim.

O montante de novo crédito ao consumo totalizou 283 milhões de euros, em abril recuando 28% por comparação com março, enquanto o crédito para outros fins ascendeu a 136 milhões de euros, menos 32% do que no mês anterior.

As empresas também recorreram menos ao crédito. Durante o mês de abril, os bancos emprestaram 1.912 milhões de euros às sociedades não financeiras, aquém dos 2.591 milhões de euros relativos ao mês anterior.

Desde o início do ano, a banca atribuiu um crédito de 8.599 milhões de euros às empresas, menos 12% do que os 9.788 milhões de euros concedidos no período homólogo.

O mês de março tinha registado os valores de novo crédito à habitação mais elevados desde o início da crise financeira, ou seja, desde o final de 2010.

Menos dinheiro em depósitos

A nota de informação estatística do BdP, citada pela agência Lusa, aponta para uma ligeira descida nos depósitos de particulares, que totalizaram os 138 mil milhões de euros no final de abril, refletindo uma taxa de variação anual (TVA) mais negativa do que em março (-0,4%).

Isto não significa, porém, que os portugueses estejam a aplicar menos dinheiro, uma vez que, segundo o banco central, a evolução nos depósitos de particulares foi influenciada por aplicações em outros instrumentos de poupança, nomeadamente pela subscrição de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável destinadas a investidores de retalho.

Juros em novos mínimos

Nas novas operações de empréstimos a particulares para habitação, a taxa de juro média foi de 1,72% (1,77% em março), representando um novo mínimo histórico desta série. No crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias foram de 7,40% (7,48% em março) e de 4,02% (3,83% em março), respetivamente.

No que respeita às sociedades não financeiras, a taxa de juro média dos novos créditos foi de 2,97%, o que representa um acréscimo de 26 pontos base face a março.

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