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Portugal: estrangeiros compram mais casas

O mercado imobiliário em Portugal cresceu significativamente nos últimos dois anos e os estrangeiros contribuíram para o aumento do investimento imobiliário. Só em habitação, o investimento médio dos estrangeiros é 40% superior ao dos portugueses. Os dados foram apurados e divulgados pela Confidencial Imobiliário nesta segunda-feira (4).

Só em 2017, os estrangeiros injetaram 338 mil euros em onze freguesias de Lisboa. Enquanto que os portugueses deram cerca de 244 mil euros nos mesmos mercados habitacionais.

A diferença entre estrangeiros e nacionais na habitação é visível. Os estrangeiros representam cerca de 18% no total das 7.300 transações de casas concretizadas em 18 meses em zonas nobres de Lisboa. São mais de 1.300 aquisições.

O valor pode ultrapassar os 24% quando a análise passa a ser feita sobre os valores das casas. A estimativa é que os estrangeiros geraram cerca de 446 milhões de euros do total dos 1.900 milhões de euros transacionados em habitação nesse mercado.

No entanto, não são todas as freguesias que são favoritas de quem vem de fora do país. No eixo Alcântara-Ajuda-Belém, a quota de investimento internacional nas transações residenciais é incipiente, ficando por cerca de 10% dos montantes transacionados.

No centro histórico da capital, formado pelas freguesias da Estrela-Campo de Ourique-Avenidas Novas-Arroios, a incidência de compradores internacionais sobe para uma média de 19% do total do valor das vendas realizadas. Em Santa Maria Maior, São Vicente e Misericórdia, os estrangeiros somam mais de 30% dos investimentos.

Quem são os estrangeiros?

“Os chineses continuam a ser uma fatia essencial das compras de habitações em Lisboa, bem como os franceses”, disse Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário. “O que estes últimos dados mostram é o emergir de outras nacionalidades, destacando-se a brasileira e a turca, e esta nova realidade traz uma perspetiva de elevada segurança à dinâmica estabelecida, mostrando que a cidade pode ser resiliente a eventuais quebras de procura de uma ou outra proveniência”, complementou.

A pesquisa revelou ainda que os investidores internacionais que representam o mercado imobiliário por cá são oriundos de 84 países. Destacam-se os chineses, franceses e brasileiros, como Guimarães menciona acima, com quotas de, respetivamente, 21%, 20% e 10% do volume de investimento realizado por internacionais nesse período.

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