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Estrela e Campo de Ourique com a maior valorização no preço das casas

Que os preços têm aumentado no mercado da habitação português não é novidade. Tem-se verificado uma subida grande nos preços das casas em Lisboa ou no Porto entre 2016 e 2017. 

Fala-se também em bolha imobiliária na capital e a valorização de preços no centro histórico é de 8,7%. Mas na Estrela e no Campo de Ourique pode chegar aos 12,3%. O eixo Baixa-Chiado está na segunda posição mas tem o metro quadrado mais elevado. Por causa dos preços caros e pouco atrativos, tem-se visto surgir outros focos de atração espalhados por Lisboa.

A consultora Prime Yield revelou esta semana, na conferência “Real Estate Disrupted”, em Londres, que foi no eixo Estrela-Campo de Ourique onde se observou a valorização mais expressiva dos preços médios de oferta no último ano. Em maio, Bruxelas chamou a atenção de Portugal para o problema.

A informação é resultado do estudo feito pela Prime Yeld: “Reabilitação para Uso Residencial em Lisboa — 2017”. A amostra concentrou-se 1465 apartamentos em fase de comercialização. Nas Avenidas Novas, os preços médios dos apartamentos reabilitados em oferta subiram cerca de 6,6%, situando-se nos €5514/m2. Enquanto que no eixo Arroios-São Vicente-Penha de França, a subida foi de 4,7% (€4721/m2).

O CEO da consultora, Nelson Rêgo, falou também sobre a mudança dos tipos de produtos procurados. “São os casos dos apartamentos T0 nas zonas históricas, com uma subida anual de 20%; dos T2 na zona da Estrela-Campo de Ourique (25%) e dos T2 na zona das Avenidas Novas (15%)”, disse.

As zonas históricas seguem como principal destino de investimento para este tipo de produto, segundo o CEO. Os preços de oferta na região são de 16% a 35% mais altos que em outras partes da capital.

O inquérito aponta que apartamentos de tipologia T1 e T2 são os mais buscados. Como sublinhou Nelson Rêgo ao Expresso, “o segmento alto deverá manter-se como o principal foco de investimento de reabilitação para habitação em Lisboa, incentivado por uma procura que se mantém forte quer para a primeira quer para segunda residência, como também para a obtenção de rendimento, colocando o imóvel posteriormente em regime de arrendamento de curta duração”.

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