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Habitação recolhe mais de 40% dos rendimentos de algumas famílias

O ano passado, 6,7% dos portugueses fazia parte de famílias que gastavam mais de 40% em despesas relacionadas com a habitação. Quem o revelou foi o Instituto Nacional de Estatística (INE), com base no indicador “taxa de sobrecarga das despesas em habitação”. Os dados em análise foram recolhidos através do último Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, adquiridos anualmente desde 2004.

Números concretos disponibilizados pelo INE revelam que a taxa de sobrecarga das despesas com habitação foi de 6,7% em 2017, menos 0,8% em relação a 2016. Embora a taxa em análise tenha diminuído, o número de famílias que vive sobrecarregado com despesas inerentes à habitação é ainda considerado elevado.

Quais as despesas associadas à habitação?

Regra geral, as despesas com a habitação abrangem gastos relacionados com água, eletricidade, gás ou outros combustíveis, condomínio, seguros, saneamento, pequenas reparações, bem como as rendas e os juros relativos ao crédito à habitação principal.

De acordo com os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, em 2017, em média as despesas com habitação registaram-se nos 12,3%, ligeiramente mais baixa que a verificada no ano anterior (12,4%), mas inferior em 1,1% à registada em 2015.

A carga mediana e a taxa de sobrecarga são indicadores baseados nas despesas associadas à habitação, no rácio entre as despesas anuais associadas à habitação e o rendimento disponível do agregado, após deduzidas as transferências sociais relativas à habitação.

Insuficiência de espaço

De acordo com o estudo do INE, 9,3% das pessoas viviam, em 2017, com insuficiência de espaço habitacional e a proporção de pessoas afetadas por condições severas de privação habitacional foi de 4,0%. Contudo, registou-se uma ligeira melhoria nas condições habitacionais para as pessoas com menos rendimentos.

O Inquérito levado a cabo pelo INE revelou ainda que habitar num alojamento sobrelotado era, em 2017, uma condição que afetava principalmente as famílias em situação de pobreza (17,7%), as famílias com crianças dependentes (15,4%), e as famílias residentes em áreas densamente povoadas (11,5%).

Em suma, estes resultados – segundo o INE – confirmam a taxa de risco de pobreza de 18,3% em 2016, bem como a taxa de risco de pobreza ou exclusão social de 23,3%, divulgadas em novembro de 2017.

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