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Investidores institucionais à frente do investimento imobiliário

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De acordo com um estudo da Deloitte apresentado recentemente, o investimento imobiliário institucional vai substituir aqueles que se aproveitam do mercado. Os preços devem continuar a subir e os pequenos investidores perderão relevância.

Não é de hoje que o setor está a mudar. A transição se vê há alguns meses, com as subidas de preços, aumento da procura e o investimento imobiliário no alojamento local. Agora é a vez dos institucionais de mudar o rumo das coisas. Ou pelo menos é o que conclui o estudo Portuguese Real Estate Investment Survey, sobre o primeiro trimestre deste ano.

O cenário de 2017 mostra que a tendência dos investidores de imóveis guiados pelos baixos preços será sucedida pelos investidores maiores, mais seletivos e com grande capacidade para penetrar o setor. A investigação, conduzida pela Deloitte, avalia a perceção dos agentes do setor quanto à evolução do mercado imobiliário em Portugal. Tudo aponta para um acréscimo ainda maior nos preços.

“O contexto gerado pela crise económica em Portugal revelou-se favorável ao investimento imobiliário para os fundos ‘oportunísticos’, que vivem das oportunidades do pós-crise e da especulação que promovem. Contudo, e à medida que os ativos vão valorizando, assistimos a uma inversão do processo, isto é, ao aparecimento dos investidores institucionais, com mais capital para investir e, logo, para suportar preços mais elevados, e à saída dos ‘fundos abutres’,” garantiu Jorge Marrão, partner e líder do setor de Real Estate da empresa.

Os fundos de fundos e os bancos, hoje ambos com 52%, serão os principais financiadores de investimentos em 2018. A Deloitte também prevê que a origem do financiamento será maioritariamente europeia, cerca de 80%.

“Há um crescente interesse dos fundos americanos pelo mercado imobiliário europeu. É expectável que, face ao aumento das taxas de rentabilidade destes ativos, Portugal possa ser visto como um destino desse investimento. A valorização do património imobiliário poderá ter, contudo, consequências para as famílias portuguesas que queiram adquirir habitação”, esclareceu Marrão.

Porém nem tudo é mau, o empresário explica que a captação de fundos no futuro apresenta melhorias face ao ano anterior. A percentagem dos que veem a captação de fundos negativamente baixa de 43% para 34%.

Os principais agentes do setor, ouvidos nesta primeira edição do inquérito, consideram que a burocracia, a política fiscal e a situação política do país terão um impacto no mercado imobiliário ainda nos próximos três meses.

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