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Lisboa é o novo destino dos millennials

“Estão a mudar-se, e a fazê-lo em massa”, escreveu o Independent sobre os millennials em Lisboa. A capital portuguesa cresceu vertiginosamente nos últimos dois anos e os jovens do mundo todo estão a cobiçar um lar por aqui.

O jornal britânico foi tentar perceber o que faz de Lisboa uma cidade tão especial para os millennials, geração das raparigas e rapazes nascidos depois dos anos 1990. Andar pelas ruas movimentadas da Alfama significa estar atento a uma série de sotaques diferentes: alemães, franceses, brasileiros, entre outros reabilitam o bairro em busca de novas oportunidades.

Os millennials que têm se instalado cá são freelances e profissionais de áreas digitais, com flexibilidade para trabalhar a partir de qualquer local, estão a transformar Lisboa num hub. De acordo com o portal, a cidade já pode ser comparada à Barcelona.

O que os jovens buscam em Lisboa? Os entrevistados apontaram que os pontos fortes são: o clima subtropical, o custo de vida barato, vida noturna agitada e fácil acesso ao Algarve. Entretanto, os millennials não estão a vir só para veranear. A preferência pela cidade portuguesa das sete colinas é uma procura por qualidade de vida.

Uma pesquisa recente mostrou que 60% dos jovens entre 18 e 35 anos estão ativamente em busca da experiência do intercâmbio. E com as facilidades das empresas para que se faça o trabalho todo de forma remota, motivos não faltam para se mudar. A flexibilidade dos empregos em áreas digitais permitiu que os millennials não desenvolvessem raízes em qualquer lugar.

Lisboa está na moda e isso impulsionou o mercado imobiliário. A busca por quartos em regiões centrais duplicou em menos de um ano. A oportunidade de estudar nas universidades portuguesas a baixo custo também é outro atrativo. Os estudantes inclusive trouxeram novas oportunidades de mercado e emprego para Portugal.

Mas nem tudo é bom. A invasão dos millennials está a encarecer algumas regiões da cidade. Com isso, o mercado do arrendamento está a passar por uma fase complicada: preços elevados e pessoas se distanciando do centro histórico.

A Câmara já discute uma série de programas para evitar uma bolha imobiliária.

1 Comentário

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  • Já ninguém queria viver nesses bairros. Casas velhas sem condições. Agora sim prédios reconstruídos bonitos já atraem a malta nova. Que venham
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