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Lisboa é candidata a Património Mundial

No final desta semana, o Comité do Património Mundial da UNESCO validou a inscrição da candidatura “Lisboa Histórica, Cidade Global” na Lista Indicativa de Portugal a Património Mundial. Com isso, Lisboa passa a poder concorrer também na categoria de Património Mundial da Humanidade.

No início do ano, o Porto já tinha sido vencedor do melhor destino europeu segundo o site European Best Destinations. Agora é a capital que se encontra em destaque. A candidatura “Lisboa Histórica, Cidade Global” é abrangente e assente no conceito Paisagem Urbana Histórica, que se estende além da noção convencional de centro histórico e valoriza o contínuo histórico e espacial.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, falou à imprensa sobre a notícia. “A notícia da inclusão de ‘Lisboa Histórica, Cidade Global’ na lista indicativa da UNESCO reveste-se de enorme importância para o Município, que assim vê reconhecido o trabalho preparatório já feito e encara, desde já, com empenho, o desafio para o seu aprofundamento, com vista a apresentar Lisboa como uma cidade singular nas suas características – uma urbe em constante transformação, onde coexistem o antigo e o contemporâneo, cosmopolita, inclusiva, sustentável e solidária – candidata a ser distinguida como Património da Humanidade”, revelou.

De acordo com a autarquia, essa abordagem inclui a topografia do local, a geomorfologia, hidrologia e recursos naturais. Além disso também enfatiza o ambiente construído, tanto histórico como contemporâneo, as suas infraestruturas acima e abaixo do nível do solo, os seus espaços abertos e jardins, os seus padrões de uso do solo e a organização espacial, as percepções e relações visuais, bem como todos os outros elementos da estrutura urbana.

O documento inclui ainda práticas e valores sociais e culturais, processos económicos e dimensões intangíveis do património relacionado com a diversidade e identidade. O acto foi aprovado por unanimidade em reunião da CML, em 2016. A proposta partiu dos vereadores Manuel Salgado e Catarina Vaz Pinto. Posteriormente, foi aprovada pela Comissão Nacional da UNESCO, no âmbito da actualização da Lista Indicativa de Portugal, em maio de 2016.

A área proposta corresponde ao plano de reconstrução da cidade, aprovado em 1758, incluindo a Baixa Pombalina entre o antigo Terreiro do Paço, hoje Praça do Comércio, a colina do Chiado e a área adjacente ao rio.

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