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Lisboa: Taxa turística pode subir novamente

O Partido Socialista (PS) e o Bloco de Esquerda (BE) juntaram-se a semana passada para discutir o aumento da taxa turística de Lisboa. De acordo com Ricardo Robles, candidato a presidência da Câmara pelo BE nas últimas eleições, o projeto entra em vigor só em janeiro de 2019.

A ideia é duplicar as receitas. Passando a cobrar dois euros por noite dos turistas que cá estiverem. Este ano, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) estima arrecadar mais de 15 milhões de euros. O acordo entre os dois partidos visa reverter o valor para os transportes públicos e a higiene urbana da capital.

A informação foi publicada nesta manhã, 6, no Diário de Notícias. Os bloquistas querem que a duplicação da taxa turística ocorra já em 2018. Esta foi inclusive uma das bandeiras eleitorais de Robles na campanha pelas autárquicas.

Em coletiva de imprensa, também nesta segunda-feira, Robles explicou porque o Bloco aceitou dar início ao novo valor apenas daqui um ano. “Neste momento, os visitantes pagam um euro por noite. A proposta do Bloco é que passe para dois. O acordo, o que reflete é que a partir de 1 de janeiro de 2019 vamos reavaliar este valor da taxa”, disse.

O vereador também enfatizou os benefícios da captação da verba. Segundo ele, usar a receita da taxa turística nos transportes ajuda a aliviar males que o próprio turismo trouxe. Tanto os transportes como a higiene urbana são sectores que estão a sofrer com o número cada vez maior de turistas em Lisboa.

Taxa turística no Porto

A taxa é municipal e recentemente foi adotada também no Porto. Em Lisboa, é aplicada desde janeiro de 2016. No Norte, Rui Moreira quer agilizar o processo de cobrança duplicado em breve. Conforme os dados divulgados, o primeiro ano da taxa turística na capital rendeu 13,5 milhões aos cofres públicos.

Os valores obtidos são geridos pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa. E servirão para financiar, ou co-financiar, projectos públicos. Entre eles estão: a conclusão da requalificação do Palácio Nacional da Ajuda, a construção do Museu Judaico de Lisboa e o terminal de actividade marítimo-turística na antiga estação fluvial Sul e Sueste, junto ao Terreiro do Paço.

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