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Museu Judaico em debate na Câmara de Lisboa

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Entre apelos a favor e contra, a construção do Museu Judaico no bairro histórico de Alfama vai ser debatida no próximo dia 30 de Maio numa sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa.

A ordem dos trabalhos visa incluir a observação da petição Museu Judaico em Alfama? Sim! No Largo de São Miguel? Não!, apresentada pelos moradores de Alfama, que, preocupados com a crescente pressão turística, acreditam que a construção do Museu Judaico “não esta em harmonia com o espaço e vai perturbar a sua utilização pela população, nos moldes que não são tradicionais” contribuindo para um agravamento da “descaracterização do bairro”.

No passado dia 26 de Maio, e após visita oficial ao local da 7a Comissão Permanente da Assembleia Municipal de Lisboa, na companhia do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, uma recomendação foi elaborada com base na dita petição que juntou 557 assinaturas dos moradores. Em suma, o documento assinado pela Presidente Simonetta Luz Afonso defende a construção do museu alegando que a sua edificação “em nada compromete a iluminação das ruas e largo confluentes, assim como não provoca qualquer obstrução nestes espaços de circulação”.

“Ninguém questiona a importância do museu”, afirmou o atual presidente da câmara de Lisboa Fernando Medina, mas, por outro lado, “o impacto da volumetria e da estética são questões legítimas”.

A maioria dos deputados municipais acredita ainda que este novo projeto turístico irá trazer “valorização arquitectónica e urbana daquele Largo”, contrariamente ao apelo dos moradores. Deste modo, a Comissão Permanente propôs ao plenário da Assembleia Municipal que recomende à Câmara Municipal:

  • A criação de uma Comissão de Acompanhamento que vise fomentar o diálogo com a população, informando de forma atempada e detalhada o programa arquitectónico do museu e as suas componentes;
  • A promoção de um local especifico de estacionamento de viaturas turísticas fora do Largo de São Miguel, num local que não obstrua o transito em Alfama;
  • A garantia de que o futuro museu não inviabilizará a realização das festas dos santos populares e não dificultará o acesso, circulação e utilização do Largo de S. Miguel para os fins considerados tradicionais;
  • Dar especial atenção ao problema do abandono involuntário dos habitantes do bairro, quer em virtude do valor das rendas, quer em virtude de más condições de habitabilidade.

Fernando Medina, atribui à construção do museu uma “velha ambição” da autarquia. Quanto ao orçamento previsto, Medina apontou para um investimento total de cinco milhões de euros. A abertura do museu está prevista para Setembro deste ano.

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