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Número de novos edifícios deverá aumentar 89% este ano

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Em 2017, apesar de o aumento de edifícios ser significativo, já se verifica uma ausência de casas por reabilitar no centro histórico de Lisboa. A consultora CBRE lançou esta semana o estudo Lisbon Residential Brick Index que indicou que já não há mais prédios para habitação no coração da capital.

Por causa da disputa pelo centro histórico, a investigação prevê que haja mais expansão para outras zonas de Lisboa, principalmente pela promoção de ofertas variadas. Há prédios novos a serem construído com projectos de maior dimensão fora das habituais localizações prestigiadas.

Mais de 180 edifícios, sendo a maioria reabilitação, estão em construção. Até o final do ano, mais de 100 deverão ficar concluídos, colocando no mercado mais de mil novas fracções. O aumento recorde fechará em 89% frente o ano anterior, 2016.

A Baixa, o Castelo, o Chiado, o Bairro Alto e São Paulo são partes de Lisboa que sozinhas somam 40 projectos em andamento. Nas Avenidas Novas, Campo de Ourique, Estrela e Lapa, Avenida da Liberdade e Príncipe Real também se encontram muitos prédios em obras ou a serem levantados do zero.

De acordo com a CBRE, foram concluídos 13 edifícios a mais que em 2015, um total de 53 novos espaços para a habitação somente na capital, criando 550 fracções. Entretanto, nem todos estão em comercialização. Apenas 66 destes estão no mercado, aproximadamente mais 25 que o verificado em 2015, colocando no mercado mais de 1.200 fogos. A procura em 2016 foi tão elevada que de todos os fogos concluídos e comercializados, apenas 5% seguem disponíveis para venda.

“À semelhança do verificado no ano anterior, o número de apartamentos de dimensões reduzidas, isto é, estúdios, T1 ou T2, continua a representar 65% da atual oferta em comercialização, confirmando o claro posicionamento para o investimento no mercado de arrendamento de curta duração, resultante do boom turístico a que se tem assistido na cidade”, explicou Francisco Sottomayor, diretor de Promoção da CBRE.

 

Preços e medidas

Não foram só os fogos e fracções que subiram. O preço médio atual é 5.960 euros/m2, cerca de 7% mais que dois anos atrás. As zonas com valor mais elevado em Lisboa são: Chiado, Bairro Alto e São Paulo, seguidos da Avenida da Liberdade e do Príncipe Real, a 6.700 euros/m2 e a 6.620 euros/m2, respetivamente.

Apesar da reurbanização do Lumiar e da Alta de Lisboa, registou-se o menor valor da cidade: 4.100 euros/m2, situando-se 31% abaixo da média do mercado. Já a máxima chegou ao patamar de 12.000 euros/m2. Ainda sobre o estudo, foi possível verificar que os edifícios concluídos são 1,4% mais valorizados que os que permanecem em construção.

Nos arrendamentos também constatou-se uma subida dos preços. O valor médio em 2016 foi de 830 euros mensais, revelando um acréscimo de 23%. Nos imóveis novos, este valor ascendeu para 1.070 euros de renda. Os locais mais caros seguem sendo o Parque das Nações, com valores médios mensais de 1.080 euros, e as Avenidas Novas com 998 euros.

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