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O que vai mudar no crédito à habitação em 2018?

A partir do primeiro dia de janeiro de 2018, aspetos burocráticos relativos à obtenção de um empréstimo para a casa vão ser alterados. Deste modo, é importante saber que a FIN vai ser alterada pela FINE, a Ficha de Informação Normalizada Europeia. Como indica a sigla, a FINE passa a ser um documento europeu único, de forma a permitir a utilizaçāo a nível europeu por parte de todos os bancos.

A antiga FIN, ou daqui para a frente a nova FINE, trata-se de um documento que os bancos são obrigados a apresentar aos clientes, detalhando todas as informações relativas ao crédito à habitação cada vez que estes solicitem uma simulação de empréstimo.

Assim, ao comparar a FINE de diferentes bancos num processo de obtenção de crédito, vai conseguir identificar exatamente quais as diferenças nas propostas das diferentes instituições bancárias.

A partir do dia 1 de janeiro, deve procurar na FINE as seguintes condições:

  • A taxa anual de encargos efetiva global (TAEG);
  • A taxa anual nominal (TAN) aplicável ao empréstimo de acordo com o tipo de taxa de juro (taxa fixa, variável ou mista);
  • Comissões, despesas, seguros exigidos e outros custos;
  • O montante do empréstimo e o montante total a reembolsar (MTIC);
  • A periodicidade e o montante das prestações;
  • A informação sobre os produtos e serviços financeiros contratados, como vendas associadas facultativas, se aplicável.

Em suma, a TAEG vem substituir a TAER (que inclui todas as despesas, e não apenas o spread). Adicionalmente, a TAEG vai apresentar  informação mais detalhada sobre os montantes a pagar caso o cliente se decida a assumir o empréstimo. Deste modo, importa também salientar que quer o crédito ao consumo quer o crédito à habitação passam a ser definidos pela TAEG.

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