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Receita turística do Porto deve reverter para compra de imóveis para habitação

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Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, defendeu este semana que o futuro deve servir de exemplo para a autarquia interceder mais nas estratégias habitacionais do município. Para o autarca, parte substancial da receita da próxima taxa turística deve reverter para a aquisição e reabilitação de habitação no centro histórico.

Na reunião, Rui Moreira revelou: “Eu já defendi que a ser criada uma taxa turística, como eu entendo que deve ser criada, devemos utilizar uma parte significativa desses recursos exatamente para esta função. Ou seja, para a Câmara poder intervir ativamente na politica habitacional da cidade.”

O imposto a ser criado já foi discutido anteriormente. Em fevereiro, Rui Moreira lançou a ideia em uma iniciativa da ECO Talks. Entretanto, não considerou pô-la em prática tão próximo do final do mandato. Rui Moreira adiantou ainda esta semana, que os valores arrecadados deverão ser utilizados com fins de “diminuir o peso da pegada turística”, para evitar que o turismo assuma proporções como em Barcelona, Espanha, ou na Mouraria, em Lisboa, “em que expulsou cidadãos”.

Manuel Pizarro, vereador da habitação, falou com frequência no decurso da reunião e afirmou que atualmente existem no centro histórico “17 edifícios a serem reconvertidos, no essencial para habitação”, que correspondem a 110 fogos e cerca de 300 pessoas. Manuel Pizarro chamou a atenção também para a estranha subida de preços de alguns imóveis nos últimos meses. O político destacou que alterações significativas não são regulares. “Não acho que seja normal que esteja previsto vender-se um imóvel por 200 mil euros, por 180 mil euros; a câmara anunciar que exercer o direito de preferência e os proprietários comunicarem que, então, vão vendê-lo pelo dobro ou pelo triplo”, disse.

 

Cresce o turismo no Norte

Desde o ano passado, o Porto vem se destacando cada vez mais no turismo europeu. A cidade cresceu mais de 10% desde dezembro de 2016 até fevereiro de 2017. Os números são do Instituto Nacional de Estatística (INE) que apesar de movimentarem a economia, preocupam.

Já estão previstos 15 milhões de euros para ações de formação profissional e promoção da região Norte de Portugal este ano. Mal o tempo começou a melhorar, já notou-se o forte impacto da divulgação da cidade pela Europa.

Não foi apenas no ramo que se sentiu a diferença. O comércio cresceu 20% em 2016. Chineses, brasileiros, russos, australianos, mexicanos, suecos e norte-americanos são alguns dos turistas que chegam ao Porto em busca de uma rota turística fashion.

Não é à toa que o Porto chegou a ultrapassar Lisboa na procura imobiliária. A invicta está na moda e se fez notar após ser eleita três vezes o melhor destino europeu.

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