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Investimento

Saiba como estão os spreads do crédito à habitação

Os spreads bancários nada mais são do que a diferença entre a remuneração, que o banco paga ao aplicador para captar um recurso, e o quanto esta entidade cobra para emprestar o mesmo valor. Apesar de parecerem muito complicados, são simples diferenças na taxa de juros cobrada aos tomadores de crédito versus a taxa paga aos depositantes, pelos bancos. Ou seja, quanto menor o spread, mais barato o empréstimo.

No crédito à habitação em Portugal, os spreads variaram muito desde o início da crise, mas costumam estar sempre entre 1% e 4%. São esses valores que condicionam o acesso à habitação própria de quem está em busca da primeira moradia e do fim do arrendamento. O financiamento é uma solução que permite amenizar o pagamento de um imóvel, tornando a compra viável.

Em janeiro, todos os bancos fizeram spread mínimo abaixo dos 2%, sendo que o mais rentável era o do Bankinter a 1,25%. O BCP e o Santander Totta estavam ambos a 1,50%. Entretanto, esta semana, o Santander lançou uma nova campanha e passou a concorrer diretamente com o Bankinter. Para os clientes da gama “select”, o banco lançou ainda um novo spread mínimo de 1,15%, o mais baixo do mercado até então.

O Montepio Geral segue a 1,50%. O BIC e o Crédito Agrícola oferecem, ambos, soluções de spread mínimo a 1,65%. A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Novo Banco e o Popular tem spreads a partir de 1,75%. O mais caro atualmente é o BPI, com spreads de 1,95%.

A maior parte das taxas citadas é válida para financiamentos acima dos 150 mil euros. O mote da campanha do Santander é “Quem quer casa vem ao Totta”. A instituição pretende aquecer o mercado imobiliário, oferecendo boas soluções de crédito. De acordo com o banco, 1 em cada 5 novos empréstimos é originado lá. Entre 2008 e 2016, foram 7,1 milhões de euros investidos no crédito à habitação.

A DECO possui inclusive um simulador para saber qual a melhor estratégia a seguir, caso esteja à procura de um banco para financiar sua casa nova.

 

Olhar para os spreads apenas não basta

O economista Filipe Garcia, do Fundo Monetário Internacional, alerta que na hora de escolher um crédito habitação, não basta decidir pelo banco com a melhor propaganda. “Claro que poderá haver campanhas com spreads mais baixos, mas com certeza que haverá outros custos ou comissões que colocam a TAEG a um nível equivalente aos atuais”, disse em coletiva de imprensa.
Garcia afirma que é improvável que os spreads baixem para os níveis anteriores à crise, quando não ultrapassavam os 0,5%. Para a DECO, uma margem atual de 2% já é um bom sinal.

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