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Sobem vendas nos subúrbios enquanto arrendamento cai

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) divulgou um estudo hoje, 24, mostrando números impressionantes do mercado imobiliário nos últimos anos em Portugal. No auge da crise, o arrendamento representava 60% das atividades da área, entretanto em 2016 passou para 25%.

 

Tal queda tem uma boa explicação: há mais pessoas a comprar casas, principalmente nos subúrbios de Lisboa e do Porto. Os preços elevados dos arrendamentos provocou uma quebra e fez com que as pessoas procurassem moradia nos arredores das grandes cidades. Além do aumento no turismo, que superlota os centros históricos e dificulta a vida dos habitantes locais nas tarefas do dia a dia.

 

“As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”, revela Luís Lima, presidente da APEMIP. “Elas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, complementou.

 

O dilema foi corroborado pela leitura dos números de imobiliárias como a Century 21. A empresa faturou mais de 25 milhões de euros, um acréscimo de 36% nas vendas em dois anos. Já os alugueres da mesma baixaram 21%, de 4233 para 3500. “Os preços das casas estão a subir, mas o rendimento disponível das famílias não aumentou e a oferta de casas também não”, esclarece Ricardo Sousa, administrador da imobiliária, ao portal Dinheiro Vivo.

 

A Century 21 não é uma exceção. A ERA também cresceu mais de 30% em 2016, com mais de 12 mil casas vendidas. Já as operações de arrendamento baixaram 16%. A APEMIP acredita que o hábito de pagar rendas deve diminuir ainda mais, já que a oferta é cada vez mais escassa e tem um peso fiscal alto. A taxa de IRS sobre o arrendamento é de 28%, podendo apenas ser descontado ao seu valor o IMI, as despesas de condomínio e encargos com obras, quando os houver.

 

Também há outro fator: as casas médias, T2 e T3, são as mais procuradas pelas famílias portuguesas. Sendo que estas são também as menos disponíveis. Luís Lima e Ricardo Sousa tem um pensamento em comum, a estagnação do sector de construção.

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