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Spreads do crédito à habitação voltam a cair

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Durante o mês de maio, os spreads do crédito à habitação voltaram a cair, acirrando a concorrência entre as instituições bancárias portuguesas. O BPI e o Novo Banco desceram, nos últimos dias, a margem mínima aplicada aos novos créditos à habitação, em busca de atrair novos clientes.

O Novo Banco baixou a taxa de juro de 1,75 para 1,5%, mesma taxa aplicada pelo BCP. O BPI diminui o valor do spread mínimo em 0,25% apenas, mantendo-se nos 1,75%, e está entre os menos competitivos, como a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco CTT. Bankinter e Santander são os líderes de mercado e os que menos cobram juros, com spreads de 1,25%.

O valor do spread médio aplicado pelos bancos nacionais caiu 20% em relação a 2015, estabilizando-se em 1,5%. Tendo em conta que estes têm emprestado dinheiro para a compra de casa ao ritmo mais elevado dos últimos sete anos, o movimento de descida dos créditos pode não estar concluído.

O que isso afeta?

O mercado de habitação cresceu desproporcionalmente desde 2011. Por isso, os spreads bancários têm se mantido instáveis. Os spread são a diferença entre a remuneração, que o banco paga ao aplicador para captar um recurso, e o quanto esta entidade cobra para emprestar o mesmo valor.

Quanto menor o spread, mais barato o empréstimo. Por isso, cada vez que há uma nova descida no índice e os bancos competem entre si, o mercado para investimento em crédito à habitação é favorecido. Ou seja, agora é o momento para pensar em adquirir um imóvel.

As taxas de juros cobradas pelos tomadores de crédito estão cada vez mais atrativas, assim como o aumento do turismo em cidades como Lisboa e Porto. Com as possibilidades de tornar o arrendamento um negócio bastante sustentável e lucrativo, o spread baixo abre uma série de oportunidades de negócio, principalmente no Alojamento Local.

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