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Tarifa bi-horária prejudica consumidores

A tarifa bi-horária, uma opção aparentemente mais vantajosa no momento de pagar a fatura da luz, está, na realidade, a prejudicar a maioria dos consumidores. Os lares não chegam a atingir consumos em horas de vazio que compensem a escolha e acabam por ser penalizados na fatura final. A conclusão é do jornal Público que decidiu fazer as contas e ouvir o que têm a dizer os peritos.

Num artigo alargado sobre a questão, o jornal constata que o universo de clientes que aderiu ao mercado liberalizado, onde os custos de eletricidade são fixados livremente pelas empresas fornecedoras, é esmagador, totalizando 4,8 milhões de clientes, contra 1,34 milhões ainda no mercado regulado. Daqueles que resistem no mercado regulado, de 60% têm tarifas bi-horárias (668 mil) e tri-horárias (107 mil), e os restantes tarifa simples.

As tarifas especiais têm custos mais baratos em determinadas horas do dia, o chamado período de vazio – com opções para definir estas horas durante a noite ou ao fim de semana – e mais caros durante o resto do tempo, designado de fora do vazio.

De acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o ponto de equilíbrio entre o que se paga a menos na hora de vazio no mercado regulado e a mais fora desse período é atingido quando o consumo no primeiro período fica acima de 36% do total.

Após contactar os operadores de mercado, o Público revela que muitas famílias não sabem qual a percentagem de consumo realizada aos valores mais baixos e que há muitas que estão abaixo desse limite e, como tal, estão a perder dinheiro na conta da eletricidade sem o saberem.

Quer isto dizer que os consumidores que tenham optado por uma das tarifas especiais devem olhar para as respetivas faturas, de preferência referentes ao conjunto do ano, e avaliar o peso de cada uma das componentes, porque pode poupar algumas dezenas de euros na passagem para a tarifa simples.

Mercado liberalizado

Nas suas contas, o diário procurou saber se a mudança do mercado regulado para o mercado liberalizado está ou não a prejudicar os agregados familiares, mas devido ao número de operadores neste segundo segmento não conseguiu chegar a uma conclusão.

Em qualquer caso, os clientes só podem permanecer no mercado regulado até 2020 e mesmo até lá, depois de transitarem para o mercado liberalizado não podem voltar atrás.

A vantagem do mercado livre é os consumidores poderem optar pelo fornecedor de eletricidade que apresentar as condições mais vantajosas para cada caso. Neste caso, a ERSE aconselha a fazer uma simulação para ver qual a melhor opção.

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