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Ano recorde para o mercado habitacional português

Marta Pacheco

A notícia do crescimento contínuo no mercado imobiliário português foi revelada esta semana pela Associação Nacional de Agentes Imobiliários (APEMIP). A associação disse que, com este crescimento projetado, o mercado imobiliário terá crescido 20% quando comparado com os números do ano passado.

A APEMIP prevê ainda que este crescimento deverá continuar pelo menos nos próximos dois anos. A associação avançou ainda que o mercado imobiliário recebeu um impulso decisivo através do investimento estrangeiro, mas afirmou que o crescimento contínuo está também está a ser apoiado pelo mercado doméstico, com os investidores a investirem os seus depósitos bancários no mercado de compra e venda, com vista ao arrendamento.

Enquanto isso, novos números mostram que a indústria da construção registou um crescimento de mais de 40%. De acordo com o Índice Pipeline Imobiliário, o número de licenças de construção emitidas entre o segundo trimestre de 2016 e o segundo trimestre de 2017 aumentou 42,7% em Portugal continental. Quanto à emissão de licenças para renovar ou reconstruir casas antigas, foi particularmente forte, com um aumento de pouco mais de 68% no período em questão.

Enquanto isso, os números oficiais no início deste outono indicaram que o índice nacional de preços da habitação viu os preços dos imóveis aumentarem em 8% durante o segundo trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2016. Os preços das casas também aumentaram no primeiro trimestre de 2017, com o custo da habitação a registar um aumento de 3,2%.

Adicionalmente, figuras publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelaram ainda que as novas propriedades continuaram a registar um aumento, enquanto as propriedades usadas, enquanto ainda apresentavam fortes aumentos, diminuíram durante o segundo trimestre do ano.

O INE disse ainda que um total de pouco menos de 37.000 propriedades foram vendidas entre abril e junho, um aumento de 16,1% em 2016 e quase 5% acima do número registado entre janeiro e março deste ano.

O valor total dos imóveis vendidos no segundo trimestre aumentou 23,3% em relação ao ano passado, totalizando 4,6 bilhões de euros, dos quais 3,7 bilhões de euros representaram casas usadas.

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