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Melhorias

Rendas altas afastam inquilinos

Sandra Rodrigues dos Santos

Com o mercado do arrendamento ao rubro e a procura a superar a oferta em várias zonas do país, há casas que se mantêm desocupadas e a culpa é, principalmente, das rendas pedidas.

A conclusão é de um estudo levado a cabo pela Uniplaces, plataforma de arrendamento especialmente dedicada a estudantes, que mostra que boa parte dos senhorios teve de baixar o valor da renda para conseguir encontrar inquilinos.

Embora sejam um fator determinante, as rendas não são a única razão a afastar os inquilinos de uma casa.

Preço desajustado

De acordo com o estudo, a maioria dos imóveis no mercado de arrendamento é anunciada com uma renda superior àquela que pode ser suportada pelos inquilinos, principalmente nas grandes cidades.

O desajustamento leva os arrendatários a afastarem-se das cidades ou força os senhorios a baixarem a renda para conseguirem ocupar o imóvel.

Note-se que, segundo o relatório Uniplaces sobre o mercado do arrendamento em Portugal, o preço médio das rendas no país ronda os 449 euros mensais, quando a recomendação é de que a renda não exceda 35% do rendimento. Ou seja, quem tem um salário de mil euros mensais não deve gastar mais de 350 euros com a renda da casa.

Exigências a mais

Os requisitos legislativos, frequentemente, o medo do incumprimento por parte dos arrendatários leva os senhorios a fazerem um excesso de exigências aos potenciais inquilinos.

Se até há poucos anos os proprietários se limitavam a pedir uma renda e uma caução, agora pede-se a renda do mês, uma caução e vários meses de rendas por adiantado.

Os senhorios podem, ainda, pedir os últimos recibos de ordenado ou a última declaração de IRS do futuro inquilino para perceber se este tem capacidade para suportar o encargo. O problema é que, por questões de privacidade, os inquilinos nem sempre gostam de fornecer todos os documentos pedidos.

Regras rígidas

Proibir os inquilinos de mudar a cor das paredes ou ter um animal de estimação é, por vezes, razão para as casas se manterem vazias.

É óbvio que nenhum senhorio quer ver a sua casa deteriorada, mas as regras devem ser equilibradas e, de preferência, acordadas com o arrendatário, sempre dento dos limites da lei e do bom senso.

Espaços habitáveis

O aumento da procura tem feito surgir algumas situações caricatas, como o arrendamento de espaços demasiado pequenos, sem condições mínimas de habitabilidade ou mesmo de autocaravanas.

Os senhorios devem ter em consideração que as casas devem ter divisões separadas, abastecimento de água e eletricidade da rede pública e ligação a esgotos adequadas.

Bairros da moda

É sabido que, principalmente nas grandes cidades, é mais fácil encontrar inquilinos em lugares onde a procura é grande, mas como estes mudam e muitas vezes têm rendas mais altas, os senhorios devem apostar em destacar outros aspetos das respetivas casas.

A par da renda, a proximidade dos transportes públicos é uma das caraterísticas mais procuradas, principalmente pelos jovens, de acordo com a Uniplaces.

Anunciar corretamente

A falta de interesse num imóvel pode dever-se, simplesmente, à forma como este foi anunciado. Os senhorios devem assegurar-se de que destacam os pontos mais fortes das casas que arrendam e que os anúncios são acompanhados pelas melhores fotografias do espaço.

Os proprietários devem tirar fotografias com bastante luz e nos melhores ângulos da casa e fazer com que estas sejam acompanhadas por textos que destaquem os melhores atributos dos imóveis.

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